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30/05/2020 | ARTIGOS & OPINIÃO
A destruidora do efeito ninja
A destruidora do efeito ninja

 
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Por: KARINE VITÓRIA  
Administradora graduada pela PUC-GO. Educação Financeira.
Se a gente pesquisar o significado de organização, algumas definições são encontradas. Pode ser uma empresa, uma função profissional, um formato de relacionamento, um tipo de comportamento e/ou simplesmente ser o significado original da palavra: uma ferramenta.

No contexto financeiro, por sua vez, organização é um jeito simples de saber quanto e como nós ganhamos e quanto e com o quê nós gastamos. É por meio dela que sabemos de onde veio, para onde vai e para onde foi o nosso dinheiro.

Particularmente, costumo defini-la como “a destruidora do efeito ninja” e cá entre nós, essa definição é a melhor. Você há de concordar comigo.

Aquele bordão clássico “meu dinheiro sumiu igual ninja”. Aposto que você já falou ou já ouviu alguém falar isso aí né? Pois então! Quem fala isso é porque não sabe o que fez com seu dinheiro. Não sabe quando, quanto e como ganhou e muito menos quanto e com o quê gastou. Dinheiro não some e não é um ninja. São as pessoas que não têm organização financeira e, por isso, nem vê a grana entrar e sair do seu bolso.

Daí vem uma curiosidade ao questionar o porquê que as pessoas são tão desorganizadas financeiramente. De imediato, pode surgir uma resposta: “por falta de Educação Financeira”. Até concordo, todavia, resumir só a essa justificativa é muito superficial.

É notável e compreensível a dificuldade em organizar as finanças, ainda mais para aqueles que estão com tudo bagunçado e que não fazem ideia por onde começar para sair dessa bagunça. Então, pensando nisso, simplifiquei a organização financeira em cinco passos.

O primeiro passo é anotar todas as entradas (de onde vem meu dinheiro e quanto eu recebo) e todas as saídas (com o quê eu gasto e quanto eu pago). Desta forma, é possível enxergar em que pé anda a nossa situação. Dá um choque quando percebemos que na maioria das vezes, gastamos muito mais do que ganhamos. Esse passo é para dar esse choque mesmo.

O segundo passo é fazer o orçamento das entradas e saídas. Ou seja, é anotar o que eu vou ganhar e gastar por semana e/ou por mês. Fazendo isso, é comum pensar “caramba, não vai dá pra pagar todas as contas nesse mês”. Fica tranquilo. A falta de grana não é o problema principal.

O terceiro passo é fazer um fluxo de caixa. Antes, para entender o que é isso, imagina aí: Hoje de manhã você ganhou R$ 100,00 com a venda de uma bola (sei lá, é o que veio na cabeça); e, mais tarde, gastou R$ 10,00 com a compra de uma chinela. No final do dia sobrou R$ 90,00 para você. Pronto. Isso é um fluxo de caixa. É o que você ganha menos o que você gasta no dia. O que sobra fica como fundo de caixa, ou seja, fica para você gastar amanhã ou guardar para algum imprevisto. É aqui que a sensação de sumiço do seu dinheiro começa a ser destruída.

O quarto passo é fazer o fechamento mensal, que é nada mais nada menos que um relatório simples dos meus ganhos e dos meus gastos. É através dele que sabemos para onde foi o nosso suado dinheiro. Com isso, aquele bordão que citei lá em cima, deixa de existir.

Por fim, o passo mais importante: fazer um Planejamento Financeiro que, basicamente, é um plano onde a gente estabelece objetivos, metas, estratégias e prazo. Só que antes de fazer esse plano, é necessário saber como operacionalizá-lo. Por isso, os passos anteriores devem ser realizados primeiro.

Com esses cinco passos, portanto, é possível que todos consigam ter organização sobre suas finanças de forma simples e clara. Assim, uma vez organizada, sua vida financeira nunca mais sofrerá com o efeito ninja.

 

 

 


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